Fernando Barceilos Ximenes




НазваниеFernando Barceilos Ximenes
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Дата26.09.2012
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ТипДокументы
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Consultor Editorial

Fernando Barceilos Ximenes

KPMG Consulting

Tradução

Dalton Conde de Alencar

Mestre em Informática

pelo Instituto Militar de Engenharia

yrOkIz

ESSOOAÇÃO D DE O CEPCOCRÁHCOS

ooierrro

EDITORA AFIL lADA

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EDWARD YOURDON

ANÁLISE

ESTRUTURADA

MODERNA

TRADUÇÃO DA TERCEIRA EDIÇÃO AMERICANA

12 Tiragem

mm.

CAMPUS

SERIE YOURDON PRESS

‘6s’’ 1

Do original:

Modem Structured Analysis - 3 rd Ed.

Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por i- Inc.

Copyright © 1989 by Prentice-Hall, Inc. ci (./ . 2-1

© 1990, Editora Campus Ltda.

CL

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5988 de 14/12/73.

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Capa

Otávio Studart

Copidesque - -

Maria Cláudia Ajúz Goulart

Editoraçâo Eletrônica UNIVERSt DADE ESTÁCIO DE SÃ

Graphbos J

Revisão Grã ltca _______

N

Projeto Gráfico -

AQuaIidade Informática. O(D \ O O’\

Rua Sete de Setembro, 111 - l6 andar

20050-002 Rio de Janeiro RJ Brasil

Telefone: (021)509-5340 FAX (021)507-1991

E-Mail: info ©campus.com.br

ISBN 85-7001-615-8

(Edição Original: ISBN 0-13-598624-9, Prentice-Hall, Inc., Inc., New Jersey, USA).

Ficha Catalográfica

CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte.

Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

Yourdon, Edward, 1944-

Y74a Análise estruturada moderna / Eward Vourdon; tradução

Dalton Conde de Alencar. - Rio de Janeiro: Campus, 1990.

Tradução de: Modem structured analysis

Apêndice

Indice

ISBN 85-7001-615-8

1. Análise de sistemas. 2. Processamento de dados - Técnicas estruturadas. 1. Titulo

90.0087 CDD -001 64404

CDU -681.3.02

01020304 1615141312

Todos os esforços foram feitos para assegurar a precisão absoluta das informações apresentada publicação. A editora responsável pela publicação original, a Editora Campus e o(s) autor(es) det se isentam de qualquer tipo de garantia (explícita ou não), incluindo, sem limitação, garantias im de comercialização e de adequação a determinadas finalidades, com relação ao código-fonte elc técnicas descritos neste livro. A Editora CampuS e o(s) autor(es) não se responsabilizam por prol relacionados à funcionalidade do código-fonte para datas a partir de 01/01/2000.

PREFÁCIO

O que é valioso não é noto

e o que é nova não é valioso.

Henry Peter, Lord Brougham

Tbe Edinburgh Review, 1802

Permitam-me fazer uma pergunta bastante óbvia: o mundo realmente precisa de outro livro sobre análise de sistemas? Esta pergunta pode parecer retórica mas houve muitas ocasiões - habitualmente tarde da noite , quando trabalhando neste livro, em que eu me perguntei, «Por que devo me preocupar com isso? Que há de errado com todos os livros que têm sido usados nos últimos dez anos? Como posso esperar acrescentar alguma coisa à literatura existente?”

É claro que o julgamento do resultado será feito por outras pessoas, não por mim. No entanto, creio realmente que existe a necessidade de um livro que atualize parte do material clássico sobre análise de sistemas publicada no final dos anos 70. Quando Tom DeMarco escreveu Structured Analysis and S Spec e Chris Gane e Trish Sarson escreveram Structured Systems Analysis: Tools and Technícs, não haviam linguagens de quarta geração, nem ferramentas de prototipação disponíveis para os desenvolvedores de sistemas. Os computadores pessoais ainda não tinham sido lançados, embora já existissem algumas das primitivas máquinas da Apple e da Radio-Shack. Não havia produtos de software baseados em estações inteligentes que auxiliassem o analista de sistemas na elaboração dos diagramas de fluxo de dados.

Os progressos nessas áreas tiveram um grande impacto na aceitação geral da análise estruturada: muitos questionam se a análise estruturada é relevante em ambientes onde os usuários podem criar suas próprias aplicações em questão de horas ou dias, Só isso já é motivo para um novo livro sobre o tema da análise de sistemas: a bem mais poderosa tecnologia disponível para os analistas de sistemas e usuários alterou nosso enfoque e perspectivas.

Além disso, os desenvolvedores de sistemas tiveram de enfrentar problemas de sistemas de bancos de dados e de tempo real, em acréscimo aos sistemas “orientados por função” originalmente visados pela análise estruturada no final dos anos 70. Este livro discute os diagramas de entidades e de transições de estado, os clássicos diagramas de fluxo de dados e mostra como esses três modelos podem ser integrados; essa integração de modelos se tornará mais e mais importante no decorrer dos próximos anos. Alguns outros recentes desenvolvimentos na análise estruturada - incluindo o particionamento

de eventos e a desenfatização da modelagem do sistema físico atual - estão incluídos neste livro.

Existe ainda outra razão para se escrever mais um livro sobre aná lise estruturada: a maioria dos livros “clássicos” sobre análise estruturada foi escrita para analistas de sistemas veteranos - sem preocupação com os mais novatos, que ainda estão se iniciando na área. Ademais, a maioria dos livros didáticos sobre análise de sistemas escritos, durante os últimos dez anos, deu pouca atenção às novas técnicas de análise estruturada e continuou a dedicar muitas páginas às discussões sobre cartões perfurados e sobre o código Hollerith; afora o fato de que muitos desses aspectos estejam obsoletos, o conhecimento superficial do hardware, do software e da programação de computadores é, geralmente, ministrado por um curso de “Introdução aos Computadores”, que habitualmente precede o aprofundamento no estudo da análise de sistemas. Este livro tenta obter o equilíbrio, reconhecendo a necessidade de algum material introdutório para os estudantes que tiveram um curso inicial sobre computadores mas nunca fizeram análise de sistemas, embora reconhecendo que os conceitos de análise de sistemas sejam simples o bastante para que possam ser ensinados detalhadamente nos níveis de segundo grau e universitário. Em face disso, a maior parte do material introdutório está reunido nos apêndices de modo que possam ser dispensados pelos que já têm prática do assunto.

Este livro é adequado para cursos universitários de um semestre sobre análise de sistemas; ele satisfaz os requisitos do curso CIS-86/5 do “CIS 86” DPMA Model Curriculum for Undergraduate Computer Informa tion Systems. Entretanto ele não abrange ambos os tópicos de análise e projeto de sistemas, apesar de muitos estabelecimentos de ensino tentarem cobrir os dois assuntos em um único semestre. Penso que existe material suficiente para discussão nas duas áreas; para um curso de um semestre sobre projeto estruturado, sugiro que o leitor procure ou o livro Practical Guide to Structured Systems Design, 2 edição, de Meilir Page Jones (YOURDON Press, Englewood Cliffs, N.J., 1988), ou o livro Struc tured Design, 2 edição, de Ed Yourdon e Larry Constantine (YOURDON Press, Eng!ewood Cliffs, N.J., 1989).

Os analistas de sistemas veteranos podem ler o primeiro capítulo como orientação, e depois saltar o restante da parte 1; os primeiros sete capítulos são básicos para os novos estudantes. Os veteranos considerarão familiar boa parte da discussão sobre diagrama de fluxo de dados, dicionário de dados e coisas desse tipo; entretanto, o capítulo 9 apresenta extensões de DFD para sistemas de tempo-real que talvez sejam novos para aqueles que têm trabalhado exclusivamente em sistemas orientados para o comércio. O estudo sobre diagramas de entidades- relacionamentos pode ser novo, também, para os mais familiarizados com os “diagramas de estruturas de dados”, e a discussão sobre os

diagramas de transições de estado no capítulo 13 apresenta uma nova ferramenta importante de modelagem. É de grande interesse para os veteranos, os capítulos 19 e 20 apresentam uma abordagem para a elaboração do modelo básico (também conhecido como modelo lógico), que contrasta totalmente com a rígida abordagem top-down seguida pelos analistas de sistemas durante tantos anos; é a abordagem conhecida como particionamento de eventos, baseada na obra de McMenamin e Palmer. O capítulo 17 recomenda que seja eliminada a clássica abor dagem de se modelar o sistema físico atual” do usuário esse aspecto deve ser estudado atentamente pelos analistas de sistemas cujas técnicas estejam baseadas em livros dos anos 70.

Entre os apêndices há dois estudos de casos que mostram as diversas ferramentas e técnicas discutidas neste livro. O primeiro estudo de caso é uma típica aplicação “orientada para o comércio” baseada nas operações editoriais da YOURDON Press; o segundo é um exemplo típico de «sistema de tempo-real” baseado em um sistema de controle de elevadores. Ambos são apresentados detalhadamente, embora isso aumente o tamanho do livro: é importante que os estudantes vejam um exemplo completo de uma especificação. Esses modelos podem ser usados para discussões e exercícios em salas de aula.

Análise Estruturada Moderna é resultado de muitos anos de experiência com centenas de clientes de consultoria, milhares de estudantes em seminários e dezenas de colegas na YOURDON Inc. e outras organizações de consultoria; devo muito a essas pessoas, demasiadamente numerosas para que eu as possa citar pelos nomes. Contudo, há algumas pessoas que merecem especial atenção, por terem auxiliado a tornar este livro bem melhor do que poderia ter sido. Não se pode escrever um livro hoje em dia sobre análise de sistemas sem reconhecer os livros pioneiros de Tom DeMarco, Chris Gane e Trish Sarson. Sinto-me igualmente agradecido a Steve McMenamin e John Palmer, cuja obra Essential Systems Analysis representou um impor tante passo à frente da primeira exposição da análise estruturada; de modo semelhante, Paul Ward e Steve Mellor apresentaram vários conceitos e ferramentas de modelagem importantes para sistemas de tempo-real no conjunto de três volumes Structured Development for Real-Time Systems. Fui grandemente beneficiado no ano passado em debates com colegas com os quais ministrei seminários sobre análise estruturada nos Estados Unidos e na Inglaterra: John Bowen, Julian Morgan, Bob Spurgeon, Nick Mandato e Alex Gersznowicz merecem agradecimentos especiais por me mostrarem formas eloqüentes de explicar os conceitos de análise estruturada que eu, certamente, não teria encontrado por mim mesmo. Paralelamente, o professor Peter Brown e um grupo de seus alunos na Universidade l)uquesne depuraram o livro utilizando-o como livro texto em um curso sobre análise de sistemas;

Capítulo 11

Especificações de Processos . 253

Capítulo 12

Diagramas de Entidades-Relacionamentos 289

Capítulo 13

Diagramas de Transições de Estado 319

Capítulo 14

O Equilíbrio dos Modelos 337

Capítulo 15

Ferramentas Adicionais de Modelagem 353

Capítulo 16

Ferramentas de Modelagem para Gerenciamento de Projetos 375

PARTE ifi

O PROCESSO DE ANÁLISE

Capítulo 17

O Modelo Básico 391

Capítulo 18

O Modelo Ambiental 409

Capítulo 19

A Construção do Modelo Comportamental Preliminar 439

Capítulo 20

Como Completa: o Modelo Comportamental 453

Capítulo 21

O Modelo de Implementação do Usuário .. 465

PARTE IV

PROBLEMAS DE CONTINUIDADE

Capítulo 22

A Fase de Projeto 507

Capítulo 23

Programação e Testes 527

Capítulo 24

A Manutenção das Especificações 553

Capítulo 25

O Futuro da Análise de Sistemas 563

APÊNDICES

Apêndice A

Ferramentas Automatizadas 579

Apêndice B

Diretrizes da Avaliação 605

Apêndice C

O Cálculo de Custo/Beneficio 623

Apêndice D

Caminhamentos (Walkthroughs) e Inspeções 645

Apêndice E

Técnicas de Entrevistas e de Coleta de Dados 655

Apêndice F

Estudo de Caso: A Yourdon Press .... 671

Apêndice G

Estudo de Caso: O Sistema de Elevadores 787

ÍNDI 821


1

INTRODUÇÃO


Oprincipio e a finalização de todos os empreendimentos humanos são desorganizados, a construção de uma casa, a escrita de uma novela, a demolição de uma ponte e principalmente, ofim de uma viagem.

John Galsworthy

Over the River, 1933

Neste capítulo, aprenderemos:

1. Porque a análise de sistemas é interessante.

2. Porque a análise de sistemas é mais difícil do que a programação.

3. Porque é importante estar familiarizado com a análise de sistemas.

Muito bem, aqui estamos no início de um longo livro. A perspectiva de ler um livro técnico assim tão extenso provavelmente o assusta, mas pode servir de consolo o fato de ser ainda mais aterrorizante quando se começa a escrever um livro assim. Felizmente, assim como as longas caminhadas ocorrem um dia por vez, e, afinal de contas, a um passo por vez, os livros extensos são feitos um capítulo de cada vez, e, em última análise, uma sentença de cada vez.


1.1 POR QUE A ANÁLISE DE SISTEMAS É INTERESSANTE?


Os livros longos geralmente são enfadonhos, este não o será. Ator tunadamente, o assunto deste livro - análise de sistemas - é

interessante. Na realidade, a análise de sistemas é mais interessante que tudo que conheço, excetuando, talvez, sexo e certos tipos de vinhos da Austrália. Ela é, sem dúvida, mais interessante que a programação de computadores (não que a programação seja enfadonha) por envolver o estudo das interações entre pessoas, entre gn diferentes de pessoas e entre computadores e organizações.

Como disse Tom DeMarco em seu último livro, StructuredAnal

and Systems Speqflcation [ 1978],

a análise [ sistemas] é frustrante, repleta de relacionamentos entre pessoas, indefinida e difícil. Resumindo, é fascinante. Depois que você é fisgado, os velhos e fáceis prazeres da construção de sistemas nunca mais serão suficientes para satisfazê-lo.

Isto pode surpreendê-lo, no caso de você ter alguma experiência em escrever programas de computadores Programar é divertido, sendo ainda um desafio intelectual; é difícil imaginar algo mais recompensador e agradável do que ver um programa ser processado com sucesso, prin cipalmente depois de despender várias horas (ou dias!) expurgando-lhe os erros. É difícil imaginar que pode ser ainda mais recompensador e excitante quando nos afastamos do computador e da programação para estudarmos o sistema completo, do qual os programas participam. Po rém, no final deste livro, espero tê-lo convencido de que o verdadeiro desafio e a alegria real em trabalhar com sistemas de computadores consistem em executar a análise de sistemas.

Não importa a profissão que você decida seguir, será sempre im portante que você compreenda o que é a análise de sistemas. Se você trabalha na indústria de computadores em algo diferente da engenharia elétrica ou projeto de hardware, há uma grande possibilidade de que sua carreira progrida de programador para projetista de sistemas e daí para analista .de sistemas, até que você finalmente alcance o nível de gerência

1.2 A QUEM ESTE LWRO É DIRIGIDO

Este livro está sendo escrito para dois tipos de pessoas: uma é a novata na área da análise de sistemas, e a outra é o analista de sistemas experiente que precisa conhecer as ferramentas e técnicas de modela gem de sistemas que evoluiram nos últimos cinco a dez anos. Muitos leitores serão estudantes universitários da ciência dos computadores que completaram os cursos iniciais de programação e alguns podem ser estu dantes de um programa de treinamento comercial.

Entretanto, o livro deve ser capaz de ser lido tanto por pessoas que

terminaram seu treinamento universitário como pelas que já estejam

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trabalhando na indústria. Muitas pessoas na indústria computacional passam seus primeiros anos trabalhando como programadores e, depois, são subitamente promovidas (ou redesignadas) à posição de analistas de sistemas, sem serem instruídas sobre o que seja a análise de sistemas ou sobre o que faz um analista de sistemas. Se você estiver numa situação dessas, este livro é para você. Ele também ser-lhe-á útil no caso de você ter começado a trabalhar como analista de sistemas nos anos 60 ou 70 e nunca teve a oportunidade de aprender a respeito das técnicas da análise estruturada, como diagramas de fluxo de dados, diagramas de entidades- relacionamentos e dicionários de dados.

Com mais e mais freqüência hoje em dia, as pessoas estranhas ao computador estão descobrindo ser necessário se familiarizar com a área de análise de sistemas. Se você é um homem de negócios ou um gerente (ou é um dos profissionais descritos pelo pessoal da computação como usuários), existe uma boa possibilidade de que você se envolva em alguma atividade de análise de sistemas. Haverá analistas de sistemas trabalhando para você, despendendo tempo tentando compreender que tipo de sistema automatizado você deseja que eles desenvolvam. De forma semelhante, se você for um administrador, funcionário, cientista, político ou um contador - ou exerce virtualmente qualquer outra profis são da sociedade moderna - há grandes possibilidades de que você venha a gastar um tempo significativo de sua carreira interagindo com pessoas (analistas de sistemas) que projetarão e especificarão sofistica dos sistemas aplicativos para você. Quanto mais você souber sobre o que essas pessoas fazem e o que elas esperam de você, melhor será.

Mesmo que você não pretenda trabalhar com um colarinho branco

- isto é, mesmo que você aspire ser um artista, um escritor, um músico ou um atleta - você deve saber o que significa a análise de sistemas. As pessoas em todos os setores da vida são afetadas pelos sistemas de informações de todos os tipos. Ainda que você não pretenda construir um sistema nem mandar construir um, é inevitável que você os utilize em suas contas bancárias, na sua educação, em suas relações com a Pre vidência Social e em praticamente todos os aspectos de suas relações com a sociedade moderna. Como John Gall diz em Systemant [ 1977],

Ninguém, atualmente, pode evitar o contato com os sistemas. Os sistemas estão em toda parte: sistemas grandes, sistemas pequenos, sistemas mecânicos e eletrônicos, e os sistemas especiais compostos por associações organizadas de pessoas. Como auto-defesa, pre cisamos aprender a conviver com os sistemas, a controlá-los para que não nos controlem. Como disse Humpty Dumpty a Alice (em bora em outro contexto): “A questão é: quem dominará - isso é tudo”.

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Para enfatizar ainda mais este ponto, lembre-se de que a indústria da computação representou cerca de 8% do PNB dos Estados Unidos em 1985; por volta de 1990, espera-se que represente em torno de 15% do PNB Quase tudo o que é produzido hoje pelas empresas americanas têm um ou mais computadores envolvidos em sua produção, e quase todos os serviços oferecidos pelo mercado de negócios americano estão baseados ou controlados por um sistema de computação.

1.3 OQUE ESTE LWRO FARÁ POR vocÊ

Como você já deve ter percebido, um dos maiores objetivos deste livro é ensinar-lhe análise de sistemas: o que ela é e como se lida com ela. Mas não é só isso, O meu verdadeiro propósito é entusiasmá-lo, torná-lo tão interessado em começar a praticar análise de sistemas que você vai querer disparar pelas últimas páginas do livro e começar a trabalhar em seu primeiro projeto. Seymour Papert comenta em Mmd storms [ 1980],

Agradam-me especialmente sistemas, como um mecanismo diferen cial, que não obedecem a uma seqüência linear de causalidades, uma vez que o movimento do eixo de transmissão pode ser dis tribuído de várias maneiras diferentes para as duas rodas, depen dendo da resistência encontrada. Lembro, de forma vivida, minha excitação em descobrir que um sistema pode estar sujeito a leis e ser inteiramente compreensível sem ser rigidamente determinístico.

E como Sir Arthur Stanley Eddington disse em [ 1987],

Descobrimos que onde a ciência progrediu mais, a mente recuperou

da natureza o que já lhe havia dedicado.

Encontramos uma estranha pegada nas praias do desconhecido. Desenvolvemos profundas teorias, uma após a outra, para explicar sua origem. Por fim, obtivemos sucesso na reconstrução da criatura autora da pegada. E, surpresa! Ela era nossa.

Outro propósito deste livro é fazê-lo compreender e considerar que vivemos em um mundo de sistemas - e de sistemas dentro de outros sistemas, que são componentes de sistemas ainda maiores. Assim, tudo que fazemos em nossa vida pessoal e profissional tem impacto (muitas vezes imprevisto ou inesperado) nos diversos sistemas de que somos parte. Esta abordagem de “pensar em sistemas” não é vital apenas para analistas profissionais de sistemas, mas para todos os membros da sociedade moderna.

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Infelizmente, este livro não pode transformá-lo em um experiente analista de sistemas, do mesmo modo que um livro sobre teoria musical não pode torná-lo um pianista experiente. No final do livro, você disporá de bons conhecimentos técnicos que o auxiliarão a desenvolver modelos corretos de sistemas complexos, e você se tornará conhecedor das técni cas passo a passo para executar o esforço da análise de sistemas. Mas ainda será necessário um grande volume de trabalho no mundo real para conhecer as aptidões das pessoas: como entrevistar usuários de diversos tipos para compreender a verdadeira essência de um sistema; como apresentar os resultados do seu trabalho de análise de sistemas de forma que todos possam ver os custos e beneficios reais do desenvolvimento de um novo sistema; como distinguir os problemas dos sintomas. Como disse Barry Bochm em sua clássica obra, Software Engineering Econo mics [ 1981]:

Cada um de nós, como engenheiros individuais de software, tem uma oportunidade de fazer um significante impacto positivo na so ciedade, simplesmente por nos tornarmos mais sensíveis às impli cações das relações humanas de longo alcance de nosso trabalho, e por incorporarmos essa sensibilidade em nossos projetos e produtos de software.

É necessária uma certa prática para fazer bem isso, e para aprender

a equilibrar os aspectos das relações humanas com os da pro gramação e com os aspectos econômicos. O ponto principal a ser

lembrado é conservar nossas prioridades firmes entre as conside rações da programação, orçamentárias e humanas.

1.4 A ORGANIZAÇÃO DESTE LIVRO

Este livro está organizado em quatro partes principais, seguidas por uma série de apêndices. A parte 1 serve como apresentação para todo o livro; ela começa, no capítulo 2, com uma introdução sobre o conceito de sistemas e sobre a natureza da análise de sistemas; nesse capítulo, veremos que os sistemas de informação são normalmente compostos por pessoas, hardware, software (programas de computador), procedimen tos, dados e informações. O capítulo 3 descreve as pessoas que costu mam estar envolvidas no desenvolvimento de um moderno sistema de informações - usuários, gerentes, pessoal das operações, membros do grupo de controle da qualidade, entre Outros - bem como o papel es pecial e as responsabilidades do analista de sistemas. O capítulo 4 apre senta as ferramentas de modelagem usadas pelo analista de sistemas, como os diagramas de fluxo de dados, de entidades-relacionamentos e os de transições de estado. O capítulo 5 apresenta os procediMentos (ou

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metodologia) seguidos pelo analista de sistemas no desenvolvimento de um sistema.

Mesmo que você ache que já conhece muitos desses assuntos, alguns capítulos da parte 1 devem ser udos, porque dão o tom para o restante do livro. O capítulo 2, por exemplo, apresenta e analisa os axio mas e princípios básicos que podemos encontrar em todo o trabalho da análise de sistemas: o desenvolvimento de modelos de sistemas, a noção de iteração, e a noção da subdivisão top-down. O capítulo 6 delineia os principais problemas que se apresentam aos analistas de sistemas atualmente: produtividade, qualidade dos sistemas, manutenibilidade e o uso estratégico das informações. Por fim, o capítulo 7 resume as prin cipais modificações ocorridas na área da análise dc sistemas nos últimos dez anos.

A parte II discute detalhadamente as ferramentas de modelagem de sistemas. Há capítulos sobre diagramas de fluxo de dados (capítulo 9), dicionários de dados (capítulo 10), especificações de processos (capítulo 11), diagramas de entidades-relacionamentos (capítulo 12) e diagramas de transições de estado (capítulo 13). Os capítulos 15 e 16 abordam diversas outras ferramentas de modelagem usadas pe los analistas no estudo de um sistema: diagramas PERT, diagramas de Gantt, fluxogramas, diagramas HIPO, diagramas estruturais etc. Como veremos, essas ferramentas permitem a focalização scletiva em aspec tos isolados de um sistema cujas características sejam importantes. para serem compreendidas: as funções que o sistema deve desem penhar, os dados que ele deve controlar e seu comportamento tempo- dependente.

Mesmo que você nunca veja um computador depois de ler este livro, as ferramentas de modelagem da parte II ser-lhe-ão úteis no que quer que você faça. Você descobrirá que essas ferramentas podem ser úteis para modelar (ou descrever) virtualmente qualquer tipo de sistema:

sistemas biológicos comerciais, ecossistemas, industriais, políticos, de fluxo de materiais etc. Vivemos em um mundo de sistemas, e boa parte de nossa vida é passada tentando entender e lidar com os inúmeros sistemas diferentes; as ferramentas de modelagem são extremamente úteis nesse aspecto.

A parte III refere-se ao processo da análise de sistemas - isto é, as etapas seguidas pelo analista de sistemas na construção de um modelo de sistema. Ali, também, as informações que você receber serão úteis, independentemente da sua profissão; mas o conteúdo é definitivamente dirigido para a constmç de sistemas automatizados de informações. Veremos que o processo ou metodologia da construção de um sistema envolve o desenvolvimento de vários tipos diferentes de modelos, dos quais o último é o produto ou a saíc da análise de sistemas. Em muitas organizações comerciais, esse produto é conhecido por nomes como

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“especificação funcional”, ou “definição de requisitos do sistema” ou “projeto do sistema”. Qualquer que seja o nome adotado, ele se torna a entrada para o responsável pela construção real do sistema - isto é, pelo projeto da arquitetura geral do hardware e software e, em última análise, pela escrita e pelos testes dos programas do sistema.

Isso conduz à parte IV: o que ocorre depois da análise de sistemas. Examinaremos a transição da análise de sistemas para o projeto de siste mas e discutiremos resumidamente os detalhes finais da programação e dos testes. Como a maioria dos sistemas automatizados de informações tem um tempo de vida de alguns anos (e muitas vezes de algumas décadas), estudaremos também a manutenção no capítulo 24; porém nosso interesse não será a programação de manutenção, e, sim, a manu tenção do produto da análise de sistemas. O capítulo final trata do futu ro: as alterações evolutivas na área da análise de sistemas que esperamos presenciar nos anos 90 e no próximo século.

Os apêndices no final do livro abordam problemas que podem ou não afetar seu trabalho como analista de sistemas. O apêndice A, por exemplo, trata do problema de estações automatizadas de trabalho baseadas em PC para a análise de sistemas - ao qual poucos analistas de sistemas têm acesso no final dos anos 80, mas que se tornará progres sivamente comum nos anos 90. O apêndice B discute fórmulas de avalia ção e métricas utilizadas para calcular o tamanho, a duração e o custo de um projeto. O apêndice C mostra os aspectos econômicos dos cálculos de custo-beneficio. O apêndice D abrange o assunto dos caminhamentos (walkthroughs) e inspeções, que são utilizadas freqüentemente na revi são dos produtos técnicos da análise de sistemas. O apêndice E discute as técnicas de entrevistas e de coleta de dados, principalmente as entre vistas do usuário com o analista de sistemas. Todos esses assuntos foram organizados em apêndices de modo a que os analistas experientes pos sam saltá-los com facilidade e os principiantes possam recorrer a eles sempre que for necessário consultar tópicos que, com certeza, emergirão durante os projetos do mundo real.

Os apêndices F e G apresentam dois estudos de caso: um deles é um sistema orientado para a área comercial, e o outro é um sistema de tempo-real. Se você é um estudante novato, deve, ao final de cada capí tulo, examinar esses estudos de caso para ver como esses recém-apren didos princípios podem ser aplicados a situações do mundo real. Na realidade, você deve ler a introdução e o histórico de cada estudo de caso para se familiarizar com a natureza de cada aplicação. Cada capítulo tem algumas perguntas e exercícios para ajudá-lo a rever o que foi estu dado. Alguns exercícios são rotulados como “Projeto de Pesquisa”, o que significa que apresentam problemas não mencionados diretamente no capítulo mas que são relevantes no mundo real da análise de sistemas. Certas perguntas são dirigidas para discussão em sala de aula; não há

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respostas certas ou erradas, embora haja respostas mais defensáveis que outras!

Chega de introduções. Vamos dar a partida! Começaremos falando

a respeito da natureza dos sistemas.

REFERÊNCIAS

1. Tom DeMarco, Structured Analysis and Systems Speqfzcation. Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1979, página 6.

2. John Gal!, Systemantícs. Nova lorque: Quadrangle/The New York Times Book Company, 1977, página xiii.

3. Barry Boehm, Software Engineering Economics. Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1981.

4. Seymour Papert, Mindstorms. Nova lorque: Basic Books, 1980.

5. Edward Yourdon, Nations at Risk. Englewood Cliffs, N.J.:

YOURDON Press, 1986

6. Sir Arthur Stanley Eddington, Space, Time and Gravitation: An Outline of tbe General Theo?y. Londres: Cambridge University

Press, 1987.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

1. Explique como a análise de sistemas pode ser útil em seu trabalho ou profissão mesmo que você não pretenda se tornar um pro gramador ou analista de sistemas.

2. Projeto de Pesquisa: quantas pessoas, atualmente, estão emprega das como analistas de sistemas no Brasil? Qual é .0 salário médio

dessas pessoas? Qual é o nível médio de educação delas?

3. Projeto de Pesquisa: existe uma carência de programadores e analistas de sistemas no Brasil? Tente encontrar pesquisas que indiquem as necessidades desses profissionais para o país para os próximos dez anos.

4. Dê dez exemplos de sistemas com que você lida ou interage em seu dia a dia.

5. Você estudaria análise de sistemas no caso de ainda não o ter feito? Se a sua resposta for “não”, explique porque o assunto não será útil ou relevante. Encontre alguém que esteja estudando esse mesmo assunto e inicie um debate construtivo a respeito da utilidade geral da análise de sistemas.

6. Você considera ser importante para as pessoas fora da área da computação (pessoas que não trabalham na área da computa ção como profissão) estudarem análise de sistemas? Quão

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respostas certas ou erradas, embora haja respostas mais defensáveis que outras!

Chega de introduções. Vamos dar a partida! Começaremos falando

a respeito da natureza dos sistemas.

REFERÊNCIAS

1. Tom DeMarco, Structured Analysis and Systems Spe Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1979, página 6.

2. John GalI, Systemantics. Nova lorque: Quadrangle/The New York Times Book Company, 1977, página xiii.

3. Barry Boehm, Software Engineeríng Economics. Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1981.

4. Seymour Papert, Mindstornjs. Nova Jorque: Basic Books, 1980.

5. Edward Yourdon, Nations at Risk. Englewood Cliffs, N.J.:

YOURDON Press, 1986

6. Sir Arthur Stanley Eddington, Space, Time and Gravitation An Outline of the General Theoty. Londres: Cambridge University

Press, 1987.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

1. Explique como a análise de sistemas pode ser útil em seu trabalho ou profissão mesmo que você não pretenda se tornar um pro gramador ou analista de sistemas.

2. Projeto de Pesquisa: quantas pessoas, atualmente, estão emprega das como analistas de sistemas no Brasil? Qual é ,o salário médio

dessas pessoas? Qual é o nível médio de educação delas?

3. Projeto de Pesquisa: existe uma carência de programadores e analistas de sistemas no Brasil? Tente encontrar pesquisas que indiquem as necessidades desses profissionais para o país para os próximos dez anos.

4. Dê dez exemplos de sistemas com que você lida ou interage em seu dia a dia.

5. Você estudaria análise de sistemas no caso de ainda não o ter feito? Se a sua resposta for «não”, explique porque o assunto não será útil ou relevante. Encontre alguém que esteja estudando esse mesmo assunto e inicie um debate construtivo a respeito da utilidade geral da análise de sistemas.

6. Você considera ser importante para as pessoas fora da área da computação (pessoas que não trabalham na área da computa ção como profissão) estudarem análise de sistemas? Quão

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conhecedoras do assunto você acha que elas seriam?

7. Por que a análise de sistemas parece ser mais interessante que a

programação? Você concorda com este ponto de vista?

8. O que um analista de sistemas deve aprender além do conheci

mento técnico de construir modelos de sistemas?

9. Por que as ferramentas de modelagem do tipo apresentado neste

livro podem ser úteis no estudo de sistemas não-computacionais?

NOTAS

Se você tem menos de 30 anos de iiade, e difícil imaginar que nunca escreveu um programa de computador, pois quase todas as escolas e colégios agora ensinam alguma coisa a respeito de programação de computadores. Porém, é possível que você não tenha escrito um programa realmente complicado. Se você não levou pelo menos um mês trabalhando no mesmo programa - 16 horas por dia, sonhando com ele nas 8 horas restantes de sono intranqüilo, passando várias noites em claro, tentando eliminar aquele ‘último erro” do programa - então você ainda não escreveu realmente um programa complicado. E pode não ter a sensação de que existe algo divertido em programar (a propósito, todos na indústria lhe dirão que não se deve construir programas grandes e complexos - e que o objetivo do jogo é construir

programas simples e compreensíveis. Isto é verdade: mas imagine

a energia mental e as noites insones gastas na criação e no desen

volvimento de algo como o programa MacPaint da Macintosh, ou a

primeira versão do Lotus 1-2-3).

2 Existem diversas outras carreiras que podem ser seguidas. Você

pode se especializar na área de telecomunicações e projeto de

redes; ou pode concentrar-se no projeto de bancos de dados ou

“administração de dados”. Embora a maior parte deste livro

presuma que você se ocupe com sistemas aplicativos (folhas de

pagamento, inventários, contabilidade ou aplicações de tempo-

real, como orientação de mísseis, comutação telefônica e controle

de processos), você pode ocupar-se também, com projetos de

programação de sistemas - compiladores ou sistemas opera

cionais, por exemplo. Tudo isso possivelmente representa seu

segundo ou terceiro emprego na indústria da computação: você

deve, provavelmente, começar como programador júnior (quando

se espera que você saiba escrever programas relativamente

simples, ou fazer modifIcações em programas já existentes), depois

passar a programador sênior, antes dc, finalmente, ascender à

posição de analista de sistemas. Nessa posição, você deverá ter

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maiores habilitações que um programador: além do conhecimcni

do hardware e do software do computador, você deve ser capaz de

se comunicar com pessoas leigas em computação e estar familia

rizado com as aplicações comerciais dessas pessoas.

3 Para maiores detalhes sobre esse assunto e para mais explicações

sobre o impacto dos computadores na sociedade, veja Nations at

Risk EYourdon, 19861.

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2

A NATUREZA

DOS SISTEMAS

Finalmente colocaremos o próprio Sol no centro do Universo. Tudo isso é sugerido pela sequáncia sistemática de eventos e pela harmonia de todo o Universo, se encararmos os fatos, como se costuma dizer, ‘com os olhos abertos

Nicolau Copérnico

De Revolutionibus Orbium Coelestium, 1543

Neste capítulo, aprenderemos:

1. O que é definição de um sistema.

2. A diferença entre sistemas naturais e sistemas feitos pelo homem.

3. Os 19 principais subsistemas encontrados em todos os sistemas vivos.

4. As cinco principais razões por que alguns sistemas não devem ser automatizados.

5. Os cinco principais componentes de um sistema au tomatizado de informações típico.

6. A definição e as características de diversos tipos es pecíficos de sistemas.

7. A definição e três exemplos de princípios gerais de sistemas.

Não podemos falar muito sobre análise de sistemas enquanto não

tivermos uma clara idéia do que seja um sistema; este é o propósito des te capítulo. Como veremos, existe uma definição “oficial” do termo no

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dicionário, que parecerá bastante abstrata. Existem, porém, muitos usos comuns do termo que lhe parecerão perfeitamente familiares, e existem muitos tipos comuns de sistemas com que temos contato todos os dias.

“E daí?”, você pode estar perguntando a si mesmo. É importante estar familiarizado com diferentes espécies dc sistemas por pelo menos dois motivos. Primeiro, mesmo que seu trabalho como analista se con centre em um tipo de sistema - um sistema automatizado de informa ções, computadorizado - ele normalmente fará parte de um sistema maior. Desse modo, você pode estar trabalhando em um sistema de pagamentos, que é parte de um sistema maior de ‘recursos humanos”, que, por sua vez, é parte da organização comercial geral (que constitui um sistema), que é, por sua vez, componente de um sistema econômico geral, e assim por diante. Ou você pode estar trabalhando cm um siste ma de controle de processos que é parte de uma refinaria química, ou em um sistema operacional que seja parte de um “pacote” de software de sistemas distribuído por vendedores. Assim, para que o seu sistema tenha sucesso, é preciso conhecer os outros sistemas com os quais ele vai interagir.

Muitos dos sistemas de computadores que elaboramos são substi tuições ou novas implementaçôes de sistemas não-computadorizados que já existem; além disso, a maioria dos sistemas computadorizados interage ou tem uma interface com vários sistemas existentes (alguns podem ser computadorizados e outros não). Para que nosso sistema computadorizado seja bem-sucedido, precisamos conhecer, detalhada- mente, como o sistema atual se comporta.

Em segundo lugar, embora muitos tipos de sistemas pareçam ser totalmente diferentes, eles têm muitas semelhanças; existem princípios comuns, filosofias e teorias que se aplicam notavelmente bem a virtual mente todos os tipos de sistemas. Assim, podemos muitas vezes aplicar o que aprendemos sobre outros sistemas - com base em nossa experiên cia diária, bem como na experiência de cientistas e engenheiros em diversas áreas - aos sistemas que elaboramos na área da computação. Por exemplo, um dos importantes princípios de sistemas que primeiro foi obser vado no campo da biologia é conhecido como a lei da especia lização; quanto mais adaptado for um organismo a um determinado ambiente, mais dificil será para esse organismo a adaptação a outro. Isso ajuda a explicar o desaparecimento dos dinossauros quando o clima da Terra modificou-se radicalmente ajuda, também, aos analistas de siste mas a compreenderem que se otimizarem um sistema computadori zado de forma a tirar a máxima vantagem dc uma determinada UCP, de uma linguagem de programação e de um sistema de gerenciamento de banco de dados, poderão vir a ter sérios problemas em adaptar o sistema para ser processado em outra UCP ou com um diferente sistema de gerenciamento de banco de dados 2

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Dessa maneira, se conhecermos alguma coisa da teoria geral dos sistemas, ela pode nos ajudar a compreender melhor os sistemas compu tadorizados (automatizados) de informações. Isso é cada dia mais impor tante, pois queremos construir sistemas estáveis e confiáveis, que funcionarão bem em nossa complexa sociedade - e há, naturalmente, muitos sistemas não-computadorizados que vêm sobrevivendo por mi lhões de anos: a humilde barata provavelmente sobreviverá a iodos os sistemas computadorizados já construídos ou a construir, e a toda a humanidade, também.

Assim, vamos começar com uma definição do termo básico siste ma. Todos os livros sobre algum aspecto de sistemas contêm essa defi nição; eu escolhi o Webster’s New Coilegiate Dictionary . Ele a várias definições:

1. um grupo de itens que interagem entre si ou que sejam inter dependentes, formando um todo unificado < - numérico>

como

a. (1) um grupo de corpos que interagem entre si sob a in fluência de forças relacionadas < - gravitacional >

(2) uma mistura de substâncias em equilíbrio ou que tende para o equilíbrio < - termodinâmico >

b. (1) um grupo de órgãos do corpo que desempenham, em conjunto, uma ou mais funções vitais < o - digestivo>

(2) o corpo, considerado como uma unidade funcional.

c. um grupo de objetos ou forças naturais relacionados entre si
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