Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social




НазваниеDos Cursos de Graduação em Comunicação Social
страница1/12
Дата24.09.2012
Размер0.61 Mb.
ТипДокументы
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12



Universidade Federal do Rio de Janeiro

CFCH

Escola de Comunicação


Projeto de Reforma Curricular


dos Cursos de Graduação em Comunicação Social


2001

1. Apresentação


Após dezesseis anos de vigência do Currículo Mínimo em seus cursos de graduação, a Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ propõe uma outra estrutura curricular a partir de um novo projeto pedagógico.

Quanto às circunstâncias legais, a reformulação curricular dos cursos atende, externamente, à nova LDB e às Diretrizes Curriculares para a Área de Comunicação e suas Habilitações. Internamente, merece destaque a resolução CEG/CEPG 01/99 que, ao adequar a UFRJ à nova LDB, insta a reformas curriculares nos cursos de graduação.

Em relação às alterações proporcionadas pela nova LDB, a nova estrutura curricular da ECO considera especialmente a substituição do Currículo Mínimo Obrigatório pelas Diretrizes Curriculares, o que permite às Instituições de Ensino Superior maior autonomia na definição de seu projeto pedagógico e, conseqüentemente, a possibilidade de reduzir o número de disciplinas obrigatórias até o limite de cinqüenta por cento da carga horária total necessária à integralização dos cursos. Quanto à resolução CEG/CEPG 1/99, o novo projeto pedagógico destaca a redefinição dos tipos de disciplinas, especialmente a inovação das disciplinas de orientação, com a maior integração que permitem entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

Sinteticamente, a nova estrutura curricular traz cinco diferenças maiores em relação ao Currículo Mínimo ora vigente: (a) entrada única, (b) ciclo comum, (c) integração entre teoria e prática, (d) ampliação do número de disciplinas complementares e (e) redução do número de pré-requisitos.


(a) Entrada Única - É adotada a entrada única para o Curso de Comunicação Social, sem divisão de habilitações no concurso vestibular. É mantido o ingresso total oferecido até então, somando cento e uma vagas por semestre, mas a opção de habilitação é adiada para o término de terceiro período curricular. A princípio, são então oferecidas por habilitação as mesmas vagas semestrais que antes eram distribuídas pelo vestibular: trinta e seis para Jornalismo, vinte e cinco para Publicidade e Propaganda, vinte para Produção Editorial e vinte para Radialismo. O que sustenta a modificação na forma de entrada é a convicção, há muito sustentada pela ECO e reconhecida pelas Diretrizes Curriculares da Área, de que há uma forte interpenetração de conteúdos e práticas entre as diferentes habilitações: "a área de Comunicação, embora estruturada a partir de diversas especialidades e profissões, apresenta uma forte organicidade, com interpenetração de suas perspectivas teóricas e de suas questões referentes a problemas concretos no espaço social". Pragmaticamente, cabe constatar que já havia, no currículo anterior, um grande número de disciplinas comuns. De fato, vinte e seis disciplinas eram comuns a pelo menos três habilitações, num total de mil cento e oitenta e cinco horas-aula (cerca de quarenta por cento da carga horária total). Não há novidade, portanto, na constatação da interseção de conteúdos programáticos necessários às quatro formações profissionais. Esse tem sido, e continuará sendo, o entendimento das principais escolas de Comunicação do Brasil. Em termos pedagógicos, o objetivo maior da entrada única é permitir ao aluno uma escolha de habilitação mais madura e informada. A opção na fase do vestibular, precoce, impunha ao estudante decisão muitas vezes incontornável a posteriori, quando talvez a própria vivência na ECO já houvesse sugerido escolha diversa.

(b) Ciclo Comum - O novo projeto pedagógico cria o Ciclo Comum às habilitações em Comunicação nos três primeiros semestres de curso. “Ciclo Comum” não eqüivale, aqui, nem a “Ciclo Teórico”, nem a “Ciclo Geral de Comunicação”. Desde o primeiro ano do curso, os alunos se deparam seja com disciplinas que apresentam as linguagens dos diferentes meios, seja com disciplinas laboratoriais, onde se iniciam na produção de mensagens e seus requisitos. Algumas dessas disciplinas, inclusive, são já estreitamente ligadas às diferentes habilitações, expediente que torna possível a escolha bem informada.

(c) Integração entre teoria e prática - A nova estrutura curricular rompe com a separação entre teoria e prática presente nas concepções tradicionais de currículo. Usualmente, a separação entre teoria e prática repetia a divisão temporal entre “básico” e “profissional”, com as disciplinas teóricas predominando no início do curso e as práticas no final. Essa visão linear e progressiva da formação implicava uma dupla reclamação da parte dos alunos: de um lado, a sensação de que demoravam a “começar na profissão”, ou a “ver aquilo que escolheram no vestibular”, acarretando um grande número de desistências nos primeiros períodos; de outro lado, a sensação, na metade final do curso, de que se deixava de pensar genérica e criticamente sobre os meios de comunicação e seu papel na cultura. Ao garantir a presença de disciplinas de linguagem e laboratoriais desde o início, assim como disciplinas teórico-críticas até os últimos períodos do curso, a nova estrutura curricular pretende corrigir essa distorção.

(d) Ampliação do Número de Disciplinas Complementares - No currículo até então em vigor, de um total de cinqüenta e duas disciplinas apenas duas eram complementares, ou seja, menos de cinco por cento do total da carga horária. Na nova proposta, cerca de vinte e cinco a trinta por cento da carga horária total são constituídos por disciplinas de escolha condicionada e livre. O maior número de eletivas permite a individualização da formação, a criação de ênfases – por exemplo, o interesse do aluno por Telejornalismo (sub-área de Jornalismo) terá correspondência nas disciplinas que escolhe – e uma maior flexibilidade e atualização dos conteúdos ensinados.

(e) Redução no Número de Pré-Requisitos - Pode-se considerar que o sistema de pré-requisitos foi um modo de manter a forma seriada quando houve a introdução no Brasil do sistema de créditos. O currículo vigente na Escola, seja pelo elevado número de obrigatórias, seja pelo grande número de pré e co-requisitos, não dá nenhuma autonomia aos alunos na definição de seu curso e de sua carga de trabalho semestral. Mais do que isso, torna rígida a oferta de turmas e quase impossível o ajuste de horários aos alunos que tenham deixado de cumprir alguma disciplina no devido período. Propõe-se então a redução ao mínimo do número de pré-requisitos, viabilizando a maior participação do estudante em estágios, pesquisas e atividades de extensão.

A nova estrutura curricular contém uma aposta na transdisciplinaridade. Embora o ciclo comum tenha reduzido o número de disciplinas obrigatórias ministradas por outras unidades, essa redução é mais do que compensada pela inclusão de disciplinas de outras unidades entre as Complementares de Escolha Condicionada e, obviamente, entre as de Escolha Livre. Nessa passagem de obrigatória a eletiva, o que se pretende é efetivamente aumentar a transdisciplinaridade do curso pelo aumento do leque de disciplinas oferecidas. Essas disciplinas serão oferecidas sob supervisão dos Coordenadores das Habilitações e os alunos irão cursá-las quando já possuírem maior consciência daquilo que possa interessar às suas formações individuais.

Cabe dizer ainda que a Comunicação e suas habilitações, juntamente com a Medicina e as Engenharias, estão no centro das transformações promovidas pelas novas tecnologias de informação e comunicação nos modos de produzir, processar, distribuir e receber mensagens. Para tornar concreta essa mudança, observamos que o currículo anterior foi montado quando ainda não tinha sido aprofundada a revolução digital nem surgido a WWW. E certamente as mudanças não dão sinais de esgotamento. Desse modo, um currículo flexível, com maior número de disciplinas eletivas, permite a atualização continuada dos conteúdos ao mesmo tempo em que esclarece e reforça as competências básicas dos profissionais de comunicação.

Embora proponha mudanças profundas, a nova estrutura curricular preocupa-se em manter a tradição da Escola. Em primeiro lugar, devido ao ciclo comum e à presença de disciplinas eletivas teóricas até o final do curso, a proposta preserva a tradição humanista da ECO ao apostar na formação de profissionais que tenham uma visão ampla, integrada e crítica das diferentes profissões. Em segundo lugar, a nova estrutura preserva e aprofunda a relação entre graduação e pós-graduação e entre ensino, pesquisa e extensão. A ECO possui uma pós-graduação em comunicação desde 1972. E seus professores são dos mais contemplados com bolsas de pesquisa pelos órgãos de fomento no Brasil. Os mecanismos propostos para este aprofundamento são as disciplinas teóricas eletivas, organizadas em torno dos núcleos de pesquisa da Escola, as disciplinas tutoriais e a possibilidade de alunos de graduação cursarem disciplinas da pós-graduação.

Por fim, a nova proposta pedagógica considera a inauguração recente da Central de Produção Multimídia (CPM), um conjunto de laboratórios que pode capacitar a ECO a ser uma unidade de criação de produtos culturais. Com a CPM, é criada a oportunidade de reforçar a articulação entre ensino e extensão. A nova proposta pedagógica aposta, então, que a Universidade não pode e nem deve ser a simulação do mercado. Mais do que reproduzir imperfeitamente e acostumar os alunos às condições de funcionamento das empresas produtoras de bens simbólicos, trata-se de criar na grade curricular disciplinas obrigatórias e eletivas que permitam a experimentação com as linguagens dos meios. A Universidade é um espaço de reflexão e experimentação.

2. Histórico da Proposta

O início da Reforma Curricular foi a feitura de um projeto para o programa PROIN, da CAPES. Terminado em Agosto de 98, o projeto sob coordenação da Escola já elaborava dois temas principais da reforma que está sendo implementada, a saber, a mudança da inserção cronológica das disciplinas teóricas e práticas na grade curricular e a necessidade de ampliação do número de complementares. Cabe lembrar que o projeto foi selecionado, de um total de vinte e sete propostas, entre os quatro melhores da UFRJ pela comissão mista CEG-CEPG.

A discussão da Reforma Curricular ganhou força após a visita de Avaliação da comissão de especialistas do MEC em novembro de 1999. O parecer dos professores escolhidos criticava clara e fortemente o currículo em vigor da Escola, especialmente por sua defasagem em relação às inúmeras transformações da profissão ocorridas nos últimos anos.

Em virtude da urgência de reformular o projeto pedagógico de seus cursos de graduação, em janeiro de 2000 foi aberta a discussão da reforma curricular através de uma lista de discussão na Internet, que incluía todos os professores da ECO, assim como um e-mail para alunos da ECO. Na discussão, cujo período mais intenso ocorreu nos meses de janeiro e fevereiro, foram forjadas as idéias diretoras da Reforma. Sugeriu-se a manutenção dos cursos existentes, a entrada única para todas as habilitações, a construção de um ciclo comum que contivesse disciplinas de introdução à produção de mensagens, o fortalecimento das disciplinas teóricas que discutam a relação entre meios de comunicação e sociedade, a busca pela competência básica dos profissionais de cada habilitação, a ampliação do número de eletivas e a possível criação de ênfases no interior de cada habilitação. A lista teve participação ativa – envio de mensagens – de cerca de vinte professores. E, segundo relatos, a maior parte leu as mensagens. O arquivo gerado com a totalidade da discussão tem cerca de cem páginas, com letra Times New Roman corpo 12 e espaçamento de 1,5 linhas.

A ECO tem uma peculiaridade administrativa. Os departamentos existentes – Fundamentos da Comunicação, Expressão e Linguagens, Métodos e Áreas conexas – não correspondem às habilitações oferecidas. Deste modo, as reuniões de departamentos não conseguem reunir os professores que ministram as disciplinas de uma dada habilitação. Em virtude dessa peculiaridade, foram realizadas três semanas de discussão desde abril de 2000.

As reuniões eram abertas à participação livre de professores e alunos, com o objetivo de gerar idéias e consenso sobre os pontos principais da Reforma e sobre os conteúdos pedagógicos do ciclo comum e das Habilitações. Usualmente, havia uma reunião para discussão genérica sobre a Reforma. Na seqüência, havia reuniões para o ciclo comum e para cada habilitação. No final, uma reunião do conselho departamental – formado pelo diretor, vice-diretor, os três chefes de departamento, os cinco coordenadores de curso e três representantes de alunos – reunia e organizava os trabalhos realizados. Após a organização, o material – basicamente, as disciplinas propostas e as ementas – era remetido aos departamentos para formalização e reenvio ao Conselho Departamental e, quando fosse o caso, para a Congregação da Escola.

Embora não tenham sido feitas listas de presença, as semanas contaram com a participação de quarenta professores em média – a Escola possui hoje sessenta e três – e pelo menos uma centena de alunos. Talvez devido à mobilização gerada pela lista, a primeira semana foi a que contou com maior participação de docentes e discentes. Cabe destacar, primeiro, que ao longo dos três semestres de discussão da Reforma, o Conselho Departamental se reuniu ao menos uma vez por mês. Cabe destacar ainda que, em termos de conteúdo pedagógico, houve uma grande estabilidade nas propostas. Desde sua primeira formalização, em abril de 2000, mais de três quartos das disciplinas propostas foram mantidas.

Da primeira semana, em abril de 2000, saiu a proposta consistente daquilo que viria a ser o novo Ciclo Comum, congregando disciplinas de caráter teórico em Comunicação e outras de análise de linguagens e produção em meios. Foi também nessa fase que se incluiu a criação dos Laboratórios de Comunicação do Ciclo Comum, em resposta a uma antiga demanda de atividade prática no início do curso. Ainda naquela primeira semana de discussões surgiram as listas iniciais de disciplinas obrigatórias por habilitação, bem como sugestões de padrões de divisão da carga horária de complementares em grupos de matérias teóricas (oferecidas a todos os cursos), de aprofundamento / ênfase profissional (específicas por habilitação) e de escolha livre.

Em novembro de 2000 foram realizadas novas discussões coletivas. Àquela altura, a estrutura do novo Ciclo Comum se desenhara com clareza nas reuniões do Conselho Departamental, cabendo apenas algumas realocações de períodos e troca de duas disciplinas, por sugestão dos departamentos. O trabalho sobre os currículos específicos cresceu bastante, alimentado por reuniões promovidas pelos coordenadores de curso ao longo de todo o ano de 2000, e chegou-se a modelos de carga horária e periodização bastante homogêneos entre as quatro habilitações.

A última semana de discussão da reforma, em abril de 2001, teve a importância de incluir reuniões oficiais dos departamentos da ECO, que aí gozaram da oportunidade de apurar ementas e bibliografias das novas disciplinas, ou rever as antigas. Naquela semana, também, o grupo de trabalhos da habilitação Produção Editorial, sob nova coordenação, apresentou proposta de mudança mais radical na estrutura curricular que vinha sendo elaborada desde o início de 2000, cobrando a volta de maior número de disciplinas obrigatórias e aumento da carga horária global. Decorre deste pedido a diferença na estrutura entre o currículo de Produção Editorial, com mais disciplinas obrigatórias, e os das demais habilitações.

Embora o assunto não pertença à Reforma Curricular, deve-se acrescentar que o tema provavelmente mais polêmico das semanas de trabalho foi o novo calendário letivo proposto pela Resolução CEG/CEPG 1/99, com a possibilidade da divisão dos períodos em módulos. Justamente em razão da inexistência de consenso a esse respeito, e considerando que se trata de assunto merecedor de atenção exclusiva e mais detalhada, levou-se adiante o projeto da reforma de modo a permitir sua implantação sob qualquer regime de calendário que venha a ser adotado.

3. Estrutura Curricular – visão genérica


O currículo anterior da ECO apresentava uma contradição indisfarçável: embora formalmente se apresentasse uma separação muito grande entre as habilitações, com conjuntos de disciplinas caracterizando praticamente quatro cursos distintos, na realidade se verificava expressiva superposição de conteúdos. Nomes diferentes camuflavam matérias iguais ou muito semelhantes, onerando a carga de trabalho do quadro docente e o aproveitamento de instalações. Didaticamente, os alunos não entendiam as “sutilezas” que impediam, por exemplo, que os créditos obtidos em Mercadologia I não permitissem a inscrição em Mercadologia para Indústria Editorial II, assim como, no sentido inverso, Mercadologia para Indústria Editorial I não possibilitava cursar Mercadologia II, ou ainda que houvesse cinco disciplinas diferentes na área de legislação das comunicações. As habilitações se definiam em quatro grupos estanques de programas largamente coincidentes.

Optou-se assim por padronizar a estrutura de todas as habilitações, tanto no que se refere à totalidade da carga horária e à sua distribuição ao longo do curso, quanto à divisão entre obrigatórias por habilitação, complementares de escolha condicionada (de teoria ou de habilitação) e complementares de escolha livre.

Praticamente não houve alteração no total da carga horária em relação ao currículo antigo. Apesar de nominalmente constarem neste cerca de 3.000 horas-aula (com ligeira variação, dependendo da habilitação), o Projeto Experimental figurava com 270 h de atividades, valor arbitrariamente consignado. A nova carga horária proposta, que atribui 180 h ao Projeto Experimental, soma 2.880 h, bastante superior ao mínimo exigido pelas Diretrizes Curriculares da Área, que é de 2700 horas-aula.

Do total de 2.880 horas, 1.260 pertencem ao ciclo comum, correspondendo a 19 disciplinas de 60 h e dois requisitos curriculares complementares (R.C.C.s) laboratoriais que introduzem à prática das profissões, também de 60 horas-aula cada. Nos termos adotados pelas Diretrizes Curriculares, o ciclo comum é formado por disciplinas de conteúdos teórico-conceituais, conteúdos analíticos e informativos sobre a atualidade, conteúdos ético-políticos e conteúdos de linguagens, estéticas, técnicas e tecnologias midiáticas.

Após a escolha da habilitação (ao término do 3º período), os alunos deverão cursar outras 1.680 horas-aula. Destas, doze disciplinas – quatorze, no caso da habilitação em Produção Editorial – são obrigatórias e de perfil profissionalizante, a saber, disciplinas que predominantemente desenvolvem conteúdos de linguagem, técnicas e tecnologias midiáticas no campo específico da habilitação. E todas as habilitações contêm a disciplina obrigatória Projeto Experimental I, de preparação do trabalho de conclusão de curso, e o requisito curricular complementar Projeto Experimental em habilitação, coroamento da graduação, em que os alunos desenvolvem monografia de análise crítica sobre algum aspecto de sua profissão ou realizam um produto de Comunicação. Assim, um total de 960 horas-aula – 1.080 para Produção Editorial – é constituído por disciplinas obrigatórias de perfil profissionalizante.

Para permitir aos alunos uma especialização em determinado aspecto da profissão, o aluno deve cumprir ainda 180 h (120 h para Produção Editorial) de disciplinas complementares de escolha condicionada que tratam de linguagens, permitindo que o desejo de aprofundamento do aluno tenha sua contrapartida na grade oferecida. Estas disciplinas poderão ser de 30 ou 60 horas-aula, ou seja, o aluno terá que cursar no mínimo mais três disciplinas de perfil profissionalizante.

No sentido de concretizar a nova relação entre teoria e prática, existem ainda mais 240 horas-aula de disciplinas eletivas de escolha condicionada com conteúdos teóricos, analíticos e ético-político. No interior destas disciplinas, estão aquelas ministradas diretamente na pós-graduação, segundo o regulamento aprovado pelo Conselho de Pós-Graduação da ECO, a saber, dois alunos por turma, que só podem se inscrever a partir do 7o período e que possuam um coeficiente de rendimento (CRA) superior a 7,0. Mas o intercâmbio com a pós é garantido por outro mecanismo: as disciplinas eletivas teóricas de escolha condicionada permitirão a articulação com as pesquisas realizadas na pós-graduação, pois estão vinculadas aos grupos de pesquisa existentes na Escola. E estas disciplinas, embora de fundamentos da comunicação, podem estar diretamente conectadas a algum aspecto da profissão. Por exemplo, um aluno do curso de Radialismo desejando aprofundar-se na produção televisiva pode escolher disciplinas teóricas que estudam a imagem no mundo contemporâneo; ou um aluno interessado em jornalismo nos meios digitais poderá cursar disciplinas teóricas que estudam o impacto da Internet e das novas tecnologias. Cabe dizer, por fim, que disciplinas teóricas de outras unidades – como aquelas oferecidas pelo IFCS, Instituto de Psicologia, Instituto de Economia e Escola de Serviço Social – poderão fazer parte deste elenco.

A fim de fortalecer a responsabilidade do aluno por sua formação e aproveitar a diversidade da UFRJ, restam ainda 240 horas-aula (180 h para Produção Editorial) de disciplinas complementares de escolha livre, o que corresponde a aproximadamente quinze por cento da carga horária do Ciclo Profissional. Se adicionarmos a este número as disciplinas laboratoriais do ciclo comum (cujo enfoque é de escolha do aluno) e as eletivas de escolha condicionada – de perfil profissionalizante ou teóricas – chegamos a quase trinta por cento da carga horária total cumpridos em disciplinas complementares.

As disciplinas de orientação, por sua vez, são de dois tipos. Uma está vinculada à disciplina Projeto Experimental em habilitação, pois todo trabalho de conclusão de curso na ECO é orientado individualmente por professor. As outras disciplinas de orientação estão vinculadas à pesquisa ou atividades de extensão realizadas por professores da UFRJ. Elas poderão ser de 30 ou 60 horas semestrais, dependendo da carga de trabalho estipulada pelo professor orientador, e poderão totalizar no máximo 240 horas, a serem contabilizadas no interior da carga horária total disponível para as disciplinas eletivas de escolha livre.

Para expor a estrutura genérica do novo currículo, resta apresentar a inserção dos diferentes tipos de disciplina – obrigatórias pertencentes ao ciclo comum, obrigatórias de habilitação, eletivas de escolha condicionada teóricas ou de linguagem e eletivas de escolha livre – ao longo dos semestres.

Os três primeiros períodos têm uma grade curricular fechada e extensa, com sete disciplinas obrigatórias de 60 h no primeiro período e seis nos dois outros, acrescidas de duas atividades laboratoriais, perfazendo um total de 420 h por semestre. No quarto período, primeiro do ciclo profissional, teremos 390 h; do quinto ao sétimo períodos serão 300 h semestrais com diminuição progressiva do número de disciplinas obrigatórias; e no oitavo período, de realização do trabalho de conclusão de curso, não há mais disciplinas obrigatórias.

As razões dessa ordem cronológica são claras. Primeiramente, garante-se, pela distribuição homogênea das complementares teóricas, a articulação constante entre teoria e prática e entre o específico da habilitação e a visão geral, crítica, sobre a relação entre comunicação e cultura. Em segundo lugar, facilita-se a participação dos alunos em estágios, pela redução progressiva da atividade presencial em sala de aula. Em terceiro lugar, ajusta-se ao tempo de formação desejado – oito semestres – o tempo de formação médio dos alunos da ECO, que nos últimos anos tem sido em torno de nove semestres e meio, contando o trabalho final (que na maioria dos casos dura mais de um semestre). Em resumo, fica assim a nova estrutura curricular:

(a) Ciclo Básico (3 períodos iniciais)

19 disciplinas de 60 horas: 1140 horas

2 laboratórios de 60 horas: 120 horas

Total: 1.260 horas

  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12

Похожие:

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social icon20 anos de Pós-Graduação no ig-unicamp: uma coletânia dos resumos das

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconPrograma de pós-graduaçÃo em antropologia social

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconОперационная система ms dos
Термины: Внутренние команды ms dos команды, которые выполняются непосредственно командным процессором ms dos
Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconДрайвера и резидентные программы, начальная загрузка Работа с файлами и каталогами в ms dos. Работа с экраном и принтером в ms dos. Работа с дисками в ms dos
Командный интерпретатор bash. Основные команды командного интерпритатора. Менеджеры окон
Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconInteressado(s): Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – Divisão de Pós-Graduação

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconTема №1 операционная система do s вопросы : Начальные сведения о dos
Операционная система dos. Программа norton commander. Специализированное программное обеспечение
Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconInstituto de letras e comunicaçÃO

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconCursos para os quais é ministradaClassificação da disciplina

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social iconCursos para os quais é ministradaClassificação da disciplina

Dos Cursos de Graduação em Comunicação Social icon Apresentação de poster Titulo da comunicação oral

Разместите кнопку на своём сайте:
Библиотека


База данных защищена авторским правом ©lib.znate.ru 2014
обратиться к администрации
Библиотека
Главная страница