ANÁlise ambiental de solos e águas subterrâneas contaminadas com gasolina: estudo de caso no município de guarulhos – sp




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ANÁLISE AMBIENTAL DE SOLOS E ÁGUAS SUBTERRÂNEAS CONTAMINADAS COM GASOLINA: ESTUDO DE CASO NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS – SP


Renata Silva Trovão


Orientador: Prof. Dr.

José Renato Baptista de Lima


São Paulo

2006


A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA n° 273 evidenciou o problema do vazamento de combustível em postos de gasolina, há muito detectada por técnicos do órgão ambiental do Estado de São Paulo - a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Esta resolução resolve, principalmente, que: “A localização, construção, instalação, modificação, ampliação e operação de postos revendedores, postos de abastecimento, instalações de sistemas retalhistas e postos flutuantes de combustíveis dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente...”.

Na década de 70, houve um aumento considerável no número de postos varejistas de combustíveis implantados no país. Os equipamentos, bem como as tubulações das referidas instalações, apresentavam tempo de vida útil estimado de 25 anos (FERREIRA, 2000). Isto posto, é natural que estes empreendimentos sejam considerados potencialmente poluidores, podendo ser geradores de acidentes ambientais (PENNER, 2000). Aproximadamente 3.000 localizam-se na Região Metropolitana de São Paulo (CETESB, 2005).

Levantamentos realizados por agências ambientais indicam que as áreas onde estão localizados estes postos de serviços são freqüentemente atingidas por vazamentos oriundos de tanques de armazenamento subterrâneos, que podem causar a contaminação do solo e das águas subterrâneas, além de contribuírem para o risco de explosões e incêndios.

A gasolina brasileira, difere da gasolina utilizada no restante do mundo, pois, possui na sua formulação 20% em média de etanol anidro (teor este que varia de acordo com a política energética momentânea) para aumentar a octanagem e reduzir a emissão de monóxido de carbono na atmosfera. No entanto, esta adição, aumenta sua solubilidade, uma vez que o etanol é solúvel em água e na própria gasolina, aumentando também a mobilidade do contaminante, conseqüentemente dos compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno, xilenos) e hidrocarbonetos monoaromáticos - altamente nocivos à saúde humana. Este fato, torna inválida a aplicabilidade da maioria dos modelos já desenvolvidos no exterior, em contaminações por hidrocarbonetos para os casos encontrados no país.

Segundo Ferreira (2000), para que a tecnologia a ser escolhida apresente a eficácia esperada, faz-se necessária a compreensão das características químicas do contaminante e dos mecanismos de transferência de massa. Como principais propriedades a serem analisadas, encontram-se: a solubilidade e co-solvência, a pressão de vapor, a densidade e a viscosidade. Já, como características dos mecanismos de transferência de massa que influenciam o sistema, tem-se: advecção, difusão, condutividade hidráulica e anisotropia do meio.

Para facilitar o entendimento dos movimentos da gasolina em subsuperfície, Ferreira (2003) apresenta conceitos importantes com referência ao fluxo de líquidos imiscíveis com a água através das zonas não-saturada e saturada. Segundo Miller (2001), existe uma relação entre a solubilidade e a mobilidade, ou seja, quanto mais solúvel um composto, maior a sua mobilidade. Já no caso da viscosidade, a sua redução aumenta a mobilidade. Esta relação reflete o poder de extensão da pluma de contaminação, principalmente no que diz respeito à gasolina acrescida de etanol, pois o etanol aumenta a solubilidade da gasolina e reduz a viscosidade desta. Embora a viscosidade sozinha não possa ser definida como parâmetro único para determinar a mobilidade, quando é levada em consideração a tensão interfacial ela é de grande valia na avaliação da contaminação. As diferenças existentes quanto à condutividade hidráulica e a ocorrência de anisotropia são determinantes quando se trata da direção e velocidade da migração da pluma de contaminação nos diversos tipos de solo. São estas diferenças, alguns dos fatores que, somadas a dispersão e a difusão, condicionam o comportamento dos contaminantes no solo (TRESSOLDI, 2002).

A gasolina, entendida como contaminante, pode estar na subsuperfície em cinco fases: livre, residual, vapor, adsorvida e dissolvida (OLIVEIRA, BARKER e BANKS, 1998 e PENNER, 2000). O contaminante migra em sentido vertical até encontrar a franja capilar de um aqüífero e aloja-se sobre ela, formando um reservatório que é chamado de fase livre. Já a fase residual diferencia-se da anterior por não possuir mobilidade, ou seja, ela é delineada como contaminante puro, porém que não consegue se mover por estar envolta por ar, água ou outro fluido. Embora também seja composta por líquido puro, trata-se de um aglomerado de gotas desconectadas e imóveis no meio poroso. Vale ressaltar que a fase residual pode, por vários motivos, tornar-se fase livre e vice-versa, tornando-se uma fonte de contaminação duradoura.

A fase vapor é caracterizada pela volatilização dos compostos orgânicos na zona não-saturada do aqüífero. Estes vapores são oriundos, principalmente, da fase residual do aqüífero. Existe uma parte do contaminante que se adere à matéria orgânica presente no solo. Esta compõe a fase adsorvida. Das cinco fases acima citadas, a mais importante é a fase dissolvida, que corresponde ao produto dissolvido na água do aqüífero. Ela é a responsável pela dispersão do contaminante (PENNER, 2000). A transição do contaminante de uma fase para outra ou sua permanência em cada uma das fases é regida por propriedades físico-químicas já apresentadas anteriormente.

Segundo dados da Cetesb (maio de 2006), das 1664 áreas contaminadas identificadas no Estado de São Paulo, 35% encontram-se nas cidades do interior, 21,3% nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo, 30% no Município de São Paulo e 13,7% no Litoral e Vale do Paraíba. O que mostra que juntos, somente a capital e a RMSP, somam mais de 51% das áreas identificadas. Outro fator de relevância é que os tanques de armazenamento subterrâneos de combustíveis foram responsáveis por 73% desses acidentes e a gasolina foi o produto com maior vazamento.

A população do estado de São Paulo é de 40,3 milhões de habitantes, conforme o endereço eletrônico do Governo do Estado de São Paulo (2006), enquanto que a população da RMSP é 17,8 milhões habitantes. Assim, a população da RMSP representa 48,2 % do Estado, enquanto que em área, representa 3,2%. O que permite concluir que um número muito grande de pessoas convive com este problema cotidianamente.

O município de Guarulhos é uma importante cidade da Região Metropolitana do Estado de São Paulo. Tanto por seu pólo industrial - altamente diversificado, quanto pela presença do Aeroporto Internacional de São Paulo, com a passagem de cerca de 100 mil pessoas por dia, conferem a cidade grande importância na economia do Estado.

A água subterrânea é a única fonte de água potável para consumo de grande parte dos bairros da cidade. No entanto, a cidade apresenta um grande percentual de áreas contaminadas por postos de combustíveis. Considerando a população da cidade é possível perceber que um grande número de pessoas convive diariamente com o problema de áreas passíveis de contaminação por hidrocarbonetos.

Tendo em vista a problemática acima exposta, este trabalho visa o levantamento dos dados de contaminação das águas subterrâneas, bem como de solos, pela atividade de postos de gasolina, evidenciando o impacto destas contaminações sobre a população da cidade de Guarulhos. Para tanto, realizou-se estudo na documentação existente nos processos de licenciamento ambiental, bem como de reclamação da população, existentes na Cetesb – Agência Ambiental de Guarulhos, quanto aos aspectos geológicos, hidrogeológicos, técnicos e comunitários, quanto à evolução das plumas de contaminação e a discussão das remediações aplicáveis e/ou já aplicadas.

Para o desenvolvimento desta pesquisa foram utilizados os laudos de análises, os estudos de passivo ambiental e os demais documentos constantes nos processos de licenciamento, apresentados por estes estabelecimentos à Cetesb, visando à obtenção das licenças a que faz referência a Resolução CONAMA n° 273.

Cartograficamente, a área de interesse, encontra-se sobre terrenos sedimentares de idade Cenozóica, compreendendo os depósitos Terciários da Bacia de São Paulo e as coberturas aluviais mais recentes, de idade Quaternária, encontradas ao longo dos principais rios da região. Os terrenos cristalinos contornam as áreas sedimentares e configuram, praticamente, toda a borda da RMSP (COUTINHO, 1980). Sob o contexto hidrogeológico, os sedimentos da Bacia de São Paulo assentados sobre o substrato cristalino constituem dois grandes sistemas aqüíferos distintos: o Sistema Aqüífero Cristalino e o Sistema Aqüífero São Paulo (COUTINHO, 1980).

Segundo este autor, o sistema aqüífero da RMSP é composto por rochas sedimentares da Bacia de São Paulo, que está localizada no Planalto Paulistano e apresenta relevo suavizado de morros e espigões relativamente baixos, com suas drenagens fluindo para os Rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí e seus tributários.

Regionalmente o aqüífero possui espessura média de 100 m e máxima de 290 m e, ao longo dos depósitos aluviais, aflora muito próximo à superfície. O nível base local deste aqüífero é o Rio Tietê e a descarga das águas é em direção a ele.

Coutinho (1980) explica ainda que o Sistema Aqüífero Cristalino caracteriza-se por duas zonas distintas de sistema de fluxo da água subterrânea: a rocha alterada onde a água percola, principalmente nos interstícios resultantes do intemperismo e a rocha sã ou pouco alterada, onde a água flui preferencialmente pelas fissuras e fraturas.

As formações São Paulo e Itaquaquecetuba, pertencentes ao Sistema Aqüífero São Paulo não podem ser separadas em aqüíferos distintos devido à ausência de estudos neste sentido.

No banco de dados do Cadastro de Áreas Contaminadas, divulgado pela Cetesb e atualizado em maio/2006, consta que na cidade de Guarulhos foram identificadas 46 áreas contaminadas, sendo que 78% dos empreendimentos são postos de combustíveis. Do restante, ainda que não sejam postos, apenas 4 locações não apresentam combustíveis líquidos como principal contaminante.

O processo de recuperação de áreas contaminadas adota o princípio de “aptidão para o uso” e é constituído por seis etapas: investigação detalhada, avaliação de risco, investigação para remediação, projeto de remediação, remediação e monitoramento.

Das contaminações geradas por postos de combustíveis, quase todas possuem como fonte de contaminação o armazenamento. Somente um deles tem como fonte de contaminação um derramamento que ocorreu durante o abastecimento de um dos tanques. Destas contaminações, apenas seis já possuem proposta de remediação, o que representa 17%, enquanto que 61% não apresentaram ainda sua proposta. No entanto, 31% já estão com remediação em andamento. Dos empreendimentos que possuem áreas contaminadas e ainda não apresentaram proposta de remediação, somente um deles está na fase de investigação detalhada, os demais ainda encontram-se na etapa de investigação confirmatória.

As investigações realizadas nestas áreas contaminadas, principalmente por combustíveis líquidos, mostram que 17% atingiram áreas fora da propriedade do empreendimento responsável pelo vazamento. Como meio impactado, percebe-se que 81% dos vazamentos já alcançaram o subsolo e destes, 40% estão também no solo superficial. No entanto, o maior agravante é que apenas dois vazamentos não atingiram as águas subterrâneas, porém, ambos encontram-se na etapa de investigação confirmatória, o que leva a crer que há possibilidade de também estarem contaminadas as águas subterrâneas.

Muitas vezes, quando é percebido um vazamento, este já se encontra bastante avançado, tornando-se difícil a quantificação de contaminante. Muitos autores apresentaram trabalhos no sentido de quantificar o volume vazado retido por capilaridade na zona saturada e não-saturada. Lenhard e Parker (1990), Busby et al. (1995), Farr et al. (1990), Ferreira (2003) entre outros, utilizaram as curvas de saturação do solo. Já Huntley et al. (1994), relaciona as diferentes espessuras encontradas nos poços de monitoramento às granulometrias heterogêneas existentes no solo ao redor.

É importante comentar que o gerenciamento de uma contaminação envolve a remoção de fase livre de produto, a investigação da contaminação remanescente, a avaliação e gerenciamento de riscos e finalmente as medidas de remediação, no entanto, nenhum dos 5 casos estudados apresentou, até junho de 2006, um projeto de remediação, embora todos já estejam removendo a fase livre de contaminante.

No Manual de Gerenciamento de Áreas Contaminadas, Lopes et al. (2001) explica as diferenças entre remediação ou recuperação de uma determinada área contaminada e divide as medidas de remediação em dois tipos:

  1. medidas de contenção ou isolamento da contaminação e

  2. medidas para o tratamento dos meios contaminados visando a eliminação ou redução dos níveis de contaminação a níveis aceitáveis ou previamente definidos.

Assim, neste estudo, considera-se recuperação como sendo remediação (contenção e tratamento) e compatibilização ao uso atual ou futuro da área.

Conforme Stier (2004), para que uma tecnologia de remediação seja escolhida com acerto, deve-se considerar a geologia, hidrogeologia, hidrogeoquímica, características físicas e químicas dos contaminantes, aspectos regionais (custos de energia, preço de mão-de-obra) e aspectos políticos. Lopes et al. (2001) acrescenta ainda o tempo e recursos disponíveis.

Normalmente, a decisão é tomada pelo proprietário da área contaminada. Como nem sempre o proprietário tem experiência ou conhecimento sobre o assunto, esta decisão deve estar baseada na recomendação de um consultor e supervisionada pela autoridade competente. (STIER, 2004). Para amparar as decisões nas necessidades das ações de remediação, utiliza-se a análise de risco. Segundo o autor supra citado, ela deve ser utilizada em todas as fases de remediação, pois, quando aplicada holisticamente, a análise de risco subsidia as decisões do gerenciamento do risco tornando mais eficiente o uso dos recursos para proteger a saúde pública e o meio ambiente.

Tendo como modelo a norma ASTM 204-01 Guide for Risk Based Corrective Action at Chemical Release Sites (RBCA), que é um procedimento eficiente de tomada de decisões baseadas em risco, a Cetesb (2004) elaborou uma metodologia: a ACBR – Ações Corretivas com Base no Risco, direcionada, especificamente, a áreas com problemas de contaminação por hidrocarbonetos derivados de petróleo.

O ACBR caracteriza-se pela utilização dos dados de análise de risco, análise de exposição e modelos de transporte de massa em meio saturado e não saturado. Esta metodologia baseia-se na classificação inicial da área quanto à necessidade de ações imediatas seguida por três estágios de coleta, tratamento e interpretação dos dados: Nível 1, Nível 2 e Nível 3 - ou no RBCA Tier 1, Tier 2 e Tier 3. Estes estágios tornam-se progressivamente mais específicos e complexos à medida que o estudo sobre a área e o contaminante é desenvolvido.

Como continuidade no gerenciamento das áreas contaminadas, a próxima medida a ser tomada é a escolha da melhor tecnologia de remediação a ser implantada. Este trabalho, apresenta como tecnologias de remediação comumente utilizadas: bombeamento e tratamento (Pump & Treat), remoção de gases (Air Strippers), carvão ativado, biorremediação in situ, atenuação natural, injeção de melaço, extração de vapores do solo (SVE), barreiras reativas in situ, extração multifásica (MPE) ou bioslusping, fitorremediação, oxidação in situ, sistema de recuperação de fase livre por skimming, desadsorção termal e lavagem de solo.

Através da análise realizada no Cadastro de Áreas Contaminadas (CETESB, 2005), foram selecionados aleatoriamente 5 casos para estudo detalhado da documentação existente nos processos de licenciamento ambiental e/ou de reclamações da população existentes na Cetesb - Agência Ambiental de Guarulhos.

O objetivo deste trabalho consiste, não em refazer as análises realizadas pela equipe técnica da Cetesb, mas apresentar e discorrer sobre as opções tecnológicas que podem ser utilizadas baseadas nos dados relativos à contaminação, apresentados pelas empresas de consultoria e análises laboratoriais, contratadas pelos estabelecimentos comerciais e/ou “bandeira” para investigação das áreas contaminadas por vazamentos oriundos das instalações destes postos. Para a realização desta pesquisa verificou-se a situação atual das contaminações, tais como: dimensões das plumas de contaminação, a ocorrência de remediação na área, qual o tipo de remediação, entre outras informações.

Neste trabalho estão descritos os históricos de cada um dos estabelecimentos estudados e a evolução de suas contaminações assim como as discussões a respeito de cada caso. Para facilitar o entendimento, os postos foram denominados: Caso 1, Caso 2, Caso 3, Caso 4 e Caso 5. Todos eles apresentaram remoção de fase livre do produto e, em dois deles, também investigação da contaminação remanescente, porém, nenhum deles apresentou plano de remediação para avaliação do órgão ambiental.

Em uma área contaminada por hidrocarbonetos o primeiro passo é cessar a fonte de contaminação. Uma vez que o objeto deste estudo é posto de combustíveis, é comum que a fonte de contaminação seja o tanque de abastecimento enterrado, ou alguma das tubulações, a bomba de gasolina, ou mesmo algum acidente que possa ocorrer durante a descarga de combustíveis. Os casos estudados, com exceção do Caso 3, mostraram que foi obedecida a instrução inicial de cessar esta fonte, removendo o tanque ou a tubulação com vazamento. No entanto, o que ocorreu em alguns casos, é que não se tratava de uma única fonte, ou seja, que a contaminação, mesmo cessada a fonte inicial, continuava a aumentar por haver ainda outra fonte contaminando, que pode ter iniciado o vazamento depois da fonte inicial cessada, aumentando assim, o tempo de bombeamento da fase livre de combustível. Porém, não é possível descartar a informação de que o combustível retido no solo por capilaridade ou por adsorção, nas fases residual e adsorvida, torna-se uma fonte contínua de contaminação (FERREIRA, 2000).

O Caso 3 é o único dos analisados que não efetuou reforma desde sua instalação realizada em 1983, os demais já realizaram reformas inclusive contempladas com troca dos tanques e, mesmo assim, a contaminação continua presente. Um exemplo deste problema é o Caso 4, que efetuou reforma em 1997 e reforma parcial do piso em 2001, após utilização de “bombeamento e tratamento” (realizado em 1995), que continua bombeando sempre que apresenta fase livre de combustível nos monitoramentos que executa. Isto pode indicar que o solo ainda contém combustível e que as propriedades físico-químicas deste contaminante, somadas às características hidrogeológicas do local, permitem que o fluido fique transitando de uma fase para a outra, reiniciando o aparecimento de fase livre nos poços de monitoramento. Como o solo pode ser considerado uma fonte constante de contaminação do lençol freático, por conter combustível em fase residual ou adsorvida, não é de causar estranheza o fato de que, para que ocorra remediação completa da área, faz-se necessária a remoção do solo para tratamento ex situ.

A maioria das contaminações está restrita à área do posto. Nas situações avaliadas por este trabalho, pode-se perceber que nos Caso 3 e Caso 4, a contaminação extrapolou os limites do empreendimento, as demais não chegaram a sair das instalações do posto. Com a diferenciação de que no Caso 4, calcula-se que a pluma de contaminação tenha alcançado apenas a calçada do próprio posto não tendo atingido o território subterrâneo de nenhum imóvel vizinho, enquanto que no Caso 3, a pluma já deve ter-se expandido por baixo de, no mínimo, 11 imóveis entre residências e estabelecimentos comerciais.

Em todos os casos estudados, a contaminação já atingiu as águas subterrâneas e todos já se encontram removendo fase livre. Porém, após a remoção da fase livre e dissolvida, serão necessárias novas análises laboratoriais dos parâmetros tratados para a verificação da qualidade destas águas, só assim, será possível avaliar a possibilidade de recuperação das mesmas.

Nos processos analisados, foram constatadas algumas contradições descritas pelas consultorias na elaboração dos relatórios e das análises de risco. Estas contradições podem ser provenientes de informações inconsistentes fornecidas pelo proprietário ou mesmo por empregados do posto. Ou ainda, por desconhecimento da importância dos detalhes referentes ao imóvel ou à contaminação em si, por parte dos profissionais envolvidos, principalmente por tratar-se de um assunto pouco explorado no Brasil.

A descontaminação de solo que este trabalho propõe não avaliou os custos do projeto, considerando apenas a melhor tecnologia aplicável ao local. Porém, é sabido que os custos empregados em remoção de fase livre, ou bombeamento e tratamento, ou outros tipos de tratamento in situ efetivados nas remediações das águas subterrâneas, ocorrem diluídos nos diversos anos em que ocorrerá esta retirada da fase livre. No entanto, os custos para remediações ex situ, que remove o solo para tratamento ou disposição adequada, embora possam parecer maiores em princípio, ocorrem apenas uma vez, além de extinguir completamente a contaminação. Assim, não haverá mais a passagem de fluido da fase adsorvida ou residual para a fase livre, acabando também com a necessidade de nova remoção de fase livre, que é comum ocorrer por vários anos quando não se remove o solo. Este reaparecimento de fase livre, só ocorrerá no caso de um novo vazamento que será mais difícil de ocorrer, uma vez que houve a remoção de solo contaminado e os tanques de combustíveis e tubulações foram instalados recentemente, em conformidade com as normas ABNT e com todos os testes de estanqueidade realizados.

Dos 5 postos analisados, apenas em 2 deles há registro de reclamações da população. No Caso 3, ainda não é possível perceber os benefícios da atuação do órgão ambiental, pois embora a Cetesb já tenha autuado o estabelecimento com 3 AIIPA’s e 2 AIIPM’s, este ainda não realizou a reforma necessária e não cessou a fonte de contaminação. Já no Caso 5, após as incursões e ações da Cetesb e da reforma realizada em dezembro de 1999, não há registro de nenhuma reclamação da população vizinha desde setembro de 1996.

Um projeto de remediação deve ser elaborado, para ser utilizado como a base técnica para o órgão gerenciador ou órgão de controle ambiental avaliar a possibilidade de autorizar ou não a implantação e operação dos sistemas de remediação propostos. Desta forma, o projeto deverá conter todas as informações sobre a área contaminada, levantadas nas etapas anteriores do gerenciamento.

Com base nos levantamentos realizados, uma vez que dos casos analisados somente o Caso 3 e o Caso 5 ainda apresentaram, até junho de 2006, concentrações de contaminantes acima do permitido pela legislação e ambos oferecem risco à saúde humana, além de não terem apresentado proposta de remediação, optou-se por apresentar e discutir as melhores tecnologias que podem ser aplicadas aos dois casos acima citados.

Com relação ao Caso 1, como relatado anteriormente, são necessárias novas análises e nova elaboração do ACBR. A última análise apresentada, datada de maio de 2005 informou que, em águas subterrâneas, os valores para BTEX não alcançaram os limites estabelecidos pela Portaria n° 1469 de 28/12/2000 – Qualidade de água para consumo humano, no entanto, diante das contradições verificadas nos documentos constantes no processo, bem como da informação que estava ocorrendo remoção de fase livre, estas análises podem estar incorretas.

O Caso 3 ainda não efetuou reforma, isto será um elemento facilitador para a efetivação da remediação. A contaminação inicialmente percebida era de óleo diesel, no entanto, a Consultoria E em monitoramento realizado em 1999, percebeu gasolina nos subsolo do posto e as análises laboratoriais apresentadas, em abril de 2004, mostram presença de compostos BTEX o que é uma característica de contaminações por gasolina.

Um projeto de remediação deve conter uma série de informações, além do projeto em si. São elas: histórico completo do posto, descrição geológica e hidrogeológica, plantas em escala contendo as dimensões do posto, localização dos tanques, bombas e tubulações existentes, detalhamento da (s) tecnologia (s) escolhida (s), detalhamento da implantação e operação do sistema de remediação, cronograma de atividades, se a tecnologia escolhida apresentar a necessidade de remoção de solo, é preciso que se tenha a estimativa da quantidade de solo a ser removido, os planos de segurança dos trabalhadores e vizinhança e o plano de monitoramento da eficiência do sistema, com pontos de coleta de dados definidos, parâmetros a serem analisados, freqüência de amostragem e os limites ou padrões definidos como objetivos a serem atingidos pela remediação para interpretação dos resultados.

Portanto, para o Caso 3, tendo em vista a não remoção da (s) fonte (s) de contaminação, faz-se necessária reforma urgente, inclusive para adequação ao licenciamento ambiental que exige reforma completa, incluindo troca dos tanques instalados há mais de 15 anos. E, além da pluma de contaminação ser bastante extensa, as instalações do posto datam de 1983, ou seja, os tanques já têm mais de 20 anos, estando propensos a apresentar vazamentos.

O entorno do Caso 3 é composto por residências, escola e pequenos comércios, sendo que além do próprio posto, muitos estabelecimentos no entorno utilizam-se de captação de água subterrânea através de poços cacimba para consumo doméstico. Assim é prioritária a preservação da segurança dos moradores ou dos comerciantes nos arredores do posto, além dos próprios empregados do posto. Portanto, é necessária, como medida preventiva, a desativação deste poço de forma a evitar a eventual ingestão das águas subterrâneas impactadas e/ou o contato dermal por parte dos trabalhadores do posto.

Ainda com relação ao Caso 3, como a pluma de contaminação estimada através do levantamento realizado já se encontra externa aos limites do empreendimento estendendo-se pelo subsolo de algumas residências e empreendimentos, não é possível que seja utilizada a remoção de todo solo contaminado para tratamento ex situ, embora seja o mais aconselhável para uma situação em que os tanques e a tubulação ainda não tenham sido retiradas. No entanto, com a remoção dos tanques para efetivação da reforma completa, o solo contido nos limites do posto, pode ser mais facilmente removido para que se possa ser tratado com desadsorção térmica, que pode inclusive ser realizada no próprio posto, com recolocação do próprio solo no local. Para a região fora dos limites deste, pode ser realizada remoção de gases (Air Strippers), pois ainda é bastante alta a concentração de compostos BTEX para a inalação de vapores orgânicos provenientes do solo em ambientes abertos por receptores residenciais vizinhos off site nos poços de monitoramento existentes nos arredores do posto. Além da execução dos trabalhos de desadsorção térmica e air strippers, deve ser realizado monitoramento para acompanhamento da atenuação natural da contaminação remanescente, inclusive com a utilização de medidas de aceleração da degradação dos hidrocarbonetos dos meios contaminados.

A escolha de, no mínimo três tecnologias para a remediação desta contaminação, deve-se ao tipo de solo que compõe a região, à velocidade de migração das águas subterrâneas que é estimada em 38 m/ano e a direção do fluxo subterrâneo que dificultará o retorno do contaminante para a área do posto.

Para que sejam possíveis a implantação e operação do sistema de remediação, são necessárias algumas complementações de informações, tais como: plantas com todas as medidas das áreas do posto e delimitação da profundidade da pluma de contaminação. No entanto, de posse dos dados já analisados, pode-se considerar que a área do posto é 450 m², a profundidade máxima do nível d’água determinada nas sondagens realizadas é de 7,0 m e a pluma de contaminação está ocupando aproximadamente 1/5 do empreendimento. Assim, pode-se estimar que deverá ser removido, aproximadamente 36,0 m³ de solo contaminado, o que só pode ser confirmado após teste piloto. Lembrando que é necessário cuidar da segurança dos imóveis vizinhos, para que não sejam abalados com a retirada dos tanques para troca, nem mesmo da retirada do solo para tratamento.

O solo retirado para tratamento, deverá passar por uma unidade de desadsorção térmica a ser conduzida até o posto para facilitar a recolocação do solo no local de origem, bem como para que sejam minimizados os custos com o transporte do solo. Após a recolocação do solo são necessárias novas análises dos parâmetros BETX para que seja determinada a nova delimitação da pluma e seja decidida, qual a melhor tecnologia a ser empregada para aceleração da atenuação natural da contaminação remanescente no local. Para tanto, recomenda-se:

 instalação de 3 PM’s adicionais dentro do posto aproximadamente na mesma posição em que estão hoje os PB-01, PB-02 e PB-03, em substituição aos que serão fatalmente destruídos durante a reforma;

 implantação de sistema de remoção de gases - Air Strippers;

 implantação de monitoramento quinzenal do nível d'água dos PM’s e PB’s, com o objetivo de identificar a eventual presença de fase livre de produto e, caso necessário, proceder a sua remoção; e

 monitoramento analítico trimestral das águas subterrâneas para os parâmetros BTEX e PAH, durante 1 ano hidrológico completo, com o intuito de avaliar o comportamento da pluma de fase dissolvida ao longo do tempo.

Uma vez que o nível d’água no Caso 3 não é muito profundo – cerca de 7,0 m – outra possibilidade para remediação desta área é a implantação de um sistema de extração multifásica - MPE, para que sejam retiradas a fase livre, a água subterrânea com compostos dissolvidos e o vapor do solo, todos em um só sistema. No entanto, é importante lembrar que para que qualquer tecnologia empregada apresente um resultado satisfatório, a primeira medida a ser tomada é a eliminação da fonte de contaminação. Em locais como este, o bombeamento da fase livre e dissolvida pode ser realizado por meio da aplicação de vácuo nos poços de extração. As demais recomendações após a eliminação das fases livre e dissolvida são as mesmas:

 implantação de monitoramento quinzenal do nível d'água dos PM’s e PB’s; e

 monitoramento analítico trimestral das águas subterrâneas para os parâmetros BTEX e PAH.

No Caso 4, embora as instalações sejam mais recentes (aproximadamente 1997), vem ocorrendo uma série de vazamentos e a remoção de fase livre tem sido uma constante no local. Embora as consultorias tenham informado que a fase livre verificada, nas diferentes situações apresentadas, sejam resultantes de diversos vazamentos diferentes, com rompimento de uma determinada tubulação, ou vazamento no momento do abastecimento de um tanque, é necessário que seja refeita uma avaliação nas tubulações enterradas e aéreas do posto, bem como novo teste de estanqueidade dos tanques.

É necessária também, a imediata paralisação da captação do poço cacimba, como primeira medida a ser tomada, pois a utilização das suas águas coloca em risco a saúde dos trabalhadores do posto e dos clientes que possam vir a utilizar-se destas águas. Como tecnologia para remediação da área, o baixo nível d’água (3,0 m) e o solo silte argiloso são fatores que indicam a Extração Multi-fásica (MPE) com tratamento adequado. Esta tecnologia é possível neste caso inclusive por tratar-se de pluma que contém contaminante em mais de uma fase. Outra opção é a utilização de Air Strippers para remoção de gases no local, pois, embora as análises realizadas não tenham apresentado risco à exposição humana, ocorreram novos vazamentos o que invalida a análise de risco realizada anteriormente.

Conforme as análises já realizadas, a pluma de contaminação encontra-se sob a pista de abastecimento e já existem quatro poços que estão sendo utilizados para bombeamento e que podem ser aproveitados para instalação desta nova proposta de remediação. No entanto, assumindo que, em uma nova análise realizada nas instalações do posto, sejam constatadas a deterioração dos equipamentos e real necessidade de troca dos tanques e tubulações, com quebra do piso do posto para a retirada dos equipamentos, é recomendado que seja retirado também o solo do local para que tratamento em desadsorção térmica. Desta forma, é possível garantir que o solo no local deixará de ser também uma fonte de contaminação.

Outra alternativa para recuperação deste solo, ainda assumindo a troca dos tanques e tubulações, é a escavação do solo contaminado e a disposição em pilhas do material escavado envolto em plástico, com a instalação de sistema de extração de vapores. Neste caso, o período de exposição à tecnologia é maior, porém tem como vantagem o custo inferior ao tratamento com desadsorção térmica.

Os estudos realizados permitiram concluir que:

a) os tanques enterrados a mais de 20 anos têm grande probabilidade de apresentar vazamentos;

b) os combustíveis contendo etanol (gasolina e álcool hidratado) espalham-se mais rapidamente que os combustíveis sem este aditivo;

c) nos casos analisados, é possível perceber os benefícios da atuação do órgão ambiental junto aos postos nos quais ocorreu vazamento, pois, os que tiveram reclamação da população vizinha, após a intervenção da Cetesb, seja com aplicação de AIIPA’s, AIIPM’s, ou com a convocação para solicitação do licenciamento ambiental, estes não foram mais objeto de reclamações da comunidade. No Caso 4, não foi mais notada existência de fase livre no poço da empresa de telefonia e no Caso 5, não houve mais percepção de odor de combustível no estabelecimento comercial. Somente no Caso 3 ainda não foi possível concluir se houve melhora, pois, conforme citado anteriormente, este ainda encontra-se removendo fase livre sem ter realizado a reforma do estabelecimento;

d) com este estudo nota-se que postos de gasolina, quando não tomadas as devidas precauções, quanto à qualidade dos equipamentos e instalações, são empreendimentos que apresentam grande potencial poluidor. Os tanques para armazenamento de combustíveis, enterrados há mais de 15 anos, normalmente podem contaminar uma grande área em extensão de solo e também as águas subterrâneas da região na qual ocorreu o vazamento. Este aqüífero pode ser recuperado com tratamento do solo e das águas, no entanto, esta remediação não é simples e requer vários estudos para que seja escolhida a melhor opção de tratamento;

e) de acordo com a documentação analisada, nos cinco postos, houve redução da pluma de contaminação com a remoção de fase livre, no entanto, é preciso lembrar que o solo contaminado com gasolina contendo etanol em fase residual ou adsorvida, pode ser considerado uma fonte incessante de contaminação, uma vez que o combustível transita constantemente de uma fase para outra, justificando assim a constante remoção de fase livre como etapa de remediação aplicada ao local. No entanto, é necessário que seja aplicada uma remediação mais dirigida ao local, pois só assim é possível garantir que não haverá mais ocorrência de fase livre, a não ser se for constatado novo vazamento. Porém, é difícil de acontecer novo vazamento quando os equipamentos são novos e testados. Se mesmo com todos os cuidados tomados acontecer algum tipo de perfuração no tanque ou nas tubulações dos postos de combustíveis que estão passando por reformas recentes para atender a convocação da Cetesb, estes possuem equipamentos para que isto seja constatado rapidamente, impedindo que a contaminação seja extensa e profunda; e

f) a ACBR visa estabelecer as concentrações limites nos pontos de exposição identificados, as taxas de ingresso, os riscos associados, bem como as concentrações limites para os compostos de interesse na área em estudo, a fim de assegurar que os receptores identificados não estejam expostos a riscos crônicos à saúde humana, conforme os critérios de riscos adotados (CETESB, 2004). No entanto, dizer que não apresenta risco à saúde humana, não quer dizer que a área não esteja contaminada, assim, mesmo que não apresente risco à saúde humana a área pode estar contaminada e o solo e/ou as águas subterrâneas necessitam alguma remediação.

Este trabalho elaborou propostas conceituais de remediação, com a utilização de desadsorção térmica em conjunto com atenuação natural, implantação de sistemas de Air Strippers e extração multifásica – MPE. Foram escolhidos dois casos dentre os analisados, pois, até outubro de 2006, ainda não havia sido apresentado nenhum projeto para descontaminação destas áreas e, um dos empreendimentos, sequer havia realizado reforma, o que facilita a remoção do solo para uma melhor remediação.


Palavras-chave: áreas contaminadas, gasolina, remediação, Guarulhos


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